terça-feira, 17 de maio de 2011

Sentir, singularmente meu.



Assim, de leve você sente a primeira fisgada no peito.
No peito diretamente não, na "boca do estômago", no âmago.
Já sabemos nesse ponto, onde chegamos. No amor.

Não no amor já construído, mas daquele inquieto amor inocente,
medroso, onde nos falta palavras para explicá-lo. Para dizê-lo.

Pode até não ser mesmo amor, mas como saber se não, nunca, ninguém definiu o que é ou não amor.

Amor é aquilo do que meu olhar cuida.

Posso não querer vivê-lo, mas o amor já vive em mim. Onde há vida, repousa inquieto o amor.
E amor se vive de inúmeras formas, desde o âmago até a boca. Até o toque. Até o prazer.
E ainda, até, somente até, a memória.

Só amo por que tenho memória. Por que ela fixa nas linhas do meu corpo, um sentido íntimo daquilo que somente de mim exala, daquele amor que é sim, único meu.

Amor não é tudo igual.
Claro, é obvio demais para escrever aqui.
Por que tudo aquilo que sou, que eu vivi, e senti, é singularmente meu.

Por tanto, me deixe hoje, amanhã e sempre: amar do meu jeito, assim como você ama do seu.

Quem tem o "direito" de retirar-me o "direito" de amar?


Pelo dia Mundial de Combate a Homofobia!
Pela diversidade da vida!

...Ame do seu jeito, que eu amo do meu...