domingo, 22 de setembro de 2013
Daquilo que não há sinônimo.
É que tento fazer uma história.
Uma biografia dos meus sonhos.
Mas, a fôrma limita o bolo.
E as coisas tornam-se finitas, presas as margens.
As coisas no sentido de tudo.
E tudo no sentido do que sentimos.
E o que sentimos no sentido do que queremos.
Existe alguma explicação para quando sentimos que queremos tudo?
Ou há no que sentimos alguma explicação para quando não queremos nada?
Não, não há sentido pra estas coisas.
Porque coisa é uma coisa que não tem explicação.
Os sonhos são coisas.
E são também coisas o que nós somos.
Uma partícula miserável do universo.
Não quero parecer pessimista.
Não sou a primeira pessoa a pensar assim.
Mas, não existe no mundo aquela 'coisa' que chamamos liberdade.
Todas as estranhas formas que vivemos nos limitam de sentidos.
E o que existe no que queremos são possíveis imagens que nos projetam.
Não. Eu estou enganada!
Há na assadura do bolo, aquele cheiro que percorre a casa e invade a sala do vizinho.
Há nesse cheiro, aquela vontade doce que enche a boca d'água.
Há naquela boca o prazer do sabor.
Há no sabor um sentido de desejo.
O que eu desejo não é o que eu vejo.
Nada que limita, reprime o cheiro da liberdade.
Talvez por isso, necessitamos sonhar.
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