quinta-feira, 28 de julho de 2011

no meio fio de uma oração.


quer um pedacinho do que se chama felicidade?

para que eles com estes sorrisos me iluminem na vida. hoje. amanhã. e sempre.



eu não havia pensado que um dia na minha vida possa existir um recomeço.
na verdade não havia pensado em mudança. não havia.
e incertamente não penso.

Como é que a gente pensa numa coisa que ociosamente pensamos em não pensá-la?
isso parece soar estranho.
ou parece ser filosofia barata.

mas, o que acontece é que no meio de um pedaço de minha vida, eu a reparto em várias.
na ânsia de viver tudo e todos ao mesmo tempo.
como vou saber da verdade, se ela não se mostra?

a verdade é um troço muito esquisito. como sabê-la? não existe forma ou fórmula. a verdade só é verdade quando vivida. quando experimentada.

eu acho que quero saber a verdade. eu acho que tenho medo de sabê-la.

eu acho que quero conversar. eu acho que preciso.
ou não.

é que eu sempre preciso da urgência. sempre preciso e padeço na incerteza.
sempre caio em cheio no extremo da coisa que ainda não é.
da coisa.

e como se eu andasse em pleno desequilíbrio estético da minha vida... o equilíbrio completa a imperfeição dela. de forma externa, alegria e beleza. interna e assustadoramente o desequilíbrio me consome, e corrói a carne do invisível corpo do que eu sinto.
parece um sopro. acontece levemente até tornasse vento. circunferência de um tufão que cresce aqui dentro.

abate-me novamente os pensamentos pequenos de um ser humano em sua ignorância contida sobre o amor.
será amor?

em uma mesma frase não se deve conter a palavra 'será' e a palavra 'amor'.

aliás amor não é palavra.

domingo, 10 de julho de 2011

O que falar, quando é pra sentir?






Vem assim que toca, e aí eu percebo que não é algo que tem fim. Sempre volta.

Estava sentada aqui na varanda, e um beija-flor veio visitá-las, as flores vermelhas. Sim elas são vermelhas. Desde pequena que sou alucinada por flores vermelhas, flores e não rosas.

ele veio, diretamente pra elas, uma por uma. um beijo. sugado.
é por que ele retira o que dela precisa.

Aí eu pensei, será que é assim mesmo o amor? Retirar do outro aquilo que precisamos.
é um pensamento egoísta. mas é verdadeiro.
Mas. Amor é retirada?

O amor é egoísta?

Olhei mais aguçadamente para aquele processo de amor natural entre a flor e a ave.
E então, por que que ela intacta o deixa sugar-lhe tudo?
Ela está ali parada, e nada lhe fere. É um beijo,
uma retirada,
um egoísmo,
um abandono.

E ele vai e não a beija mais.

Por que no amor: um retira e o outro doa. Por isso o amor dói.