domingo, 8 de junho de 2014

aos que sonham.

decidiu se casar.
mas não era com uma pessoa, não.
decidiu se casar com a liberdade.

já pensou em um lugar com muito verde e água por perto, barro vermelho e tulipas na janela.
já pensou em escrever um livro com poesias.
pensou em viajar e conhecer outras culturas.
em cantar e encantar.

e assim, de repente: se deita na rede numa varandinha pequena, mas com um céu gigante, abre um pequeno livro e sonha.

sonha para acordar sua liberdade.
a busca, apenas no pensamento, é infinita.
e o que é mais livre senão aquilo que não se acaba?
aquilo que não te roubam as ideias.






segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Há um lugar vazio.


Era como se... lançasse meu corpo ao desconhecido. 
Ascendesse uma flor.
De uma cor que nem lembro qual é.
Talvez amarelo.

Aí, deita ao meu colo. O sopro de respiração arrepia minhas pernas.
Envolve e aquece de imediato os músculos, lacrimeja o olhar, ofega o corpo inteiro. Suor. Dilatador e febril.

O sol se põe.
Já não está mais amarelo meu coração. E tudo se repetiu, de igual forma. 

Devorando alvoradas.

Mas onde havia calor, hoje é inverno.

Me entendo. Me visto. E ganho a rua... Olho pra minha esquerda e encaro o abismo.