Eu emprestei as palavras mais doces
mais lindas
que aprendi sonhando.
Eu emprestei e não me devolveram.
Não que eu as merecesse de qualquer forma
Nem que elas fossem minhas de qualquer jeito.
Mas eu aprendi sonhando, as prendi em sonhos.
Eu emprestei e não me devolveram.
Agora meus sonhos estão vazios
E inúteis
Como poeira de armários velhos
E que basta um sopro para ela nem mais existir.
Não me devolveram
a
a
o
o
os
os
as
a
Nem me peçam pra dizer.
Em cada vazio desse ainda sei quem e quais elas são
Mas não as tenho mais.
Estou num verdadeiro caminho
Tortuoso de espera
De ansiedade
De medo.
Me devolvam
Vos peço.