terça-feira, 17 de maio de 2011

Sentir, singularmente meu.



Assim, de leve você sente a primeira fisgada no peito.
No peito diretamente não, na "boca do estômago", no âmago.
Já sabemos nesse ponto, onde chegamos. No amor.

Não no amor já construído, mas daquele inquieto amor inocente,
medroso, onde nos falta palavras para explicá-lo. Para dizê-lo.

Pode até não ser mesmo amor, mas como saber se não, nunca, ninguém definiu o que é ou não amor.

Amor é aquilo do que meu olhar cuida.

Posso não querer vivê-lo, mas o amor já vive em mim. Onde há vida, repousa inquieto o amor.
E amor se vive de inúmeras formas, desde o âmago até a boca. Até o toque. Até o prazer.
E ainda, até, somente até, a memória.

Só amo por que tenho memória. Por que ela fixa nas linhas do meu corpo, um sentido íntimo daquilo que somente de mim exala, daquele amor que é sim, único meu.

Amor não é tudo igual.
Claro, é obvio demais para escrever aqui.
Por que tudo aquilo que sou, que eu vivi, e senti, é singularmente meu.

Por tanto, me deixe hoje, amanhã e sempre: amar do meu jeito, assim como você ama do seu.

Quem tem o "direito" de retirar-me o "direito" de amar?


Pelo dia Mundial de Combate a Homofobia!
Pela diversidade da vida!

...Ame do seu jeito, que eu amo do meu...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rien de Rien



Abajour vermelho, chapéu por cima.
quarto escuro.
um cigarro. Um vestido longo com rendas na cintura.
cabelo assanhado. e uma música. Non, Je Ne Regrette Rien.


performance da pré-montagem.
será vício ou experimento? Toda semana vivendo um momento.
descobri, assim que tenho vividos muitas rendas toda semana.
uma difere da outra.

pois, por assim dizer, tenho certeza que assim o é... em processo criativo.
permissão para as cores, os movimentos, as rendas e até o abismo.
como se chegasse até a ponta. e ao debruçar-se... voltasse. Retornar ao zero.

Je repars à zéro...

sábado, 23 de outubro de 2010



A gente SERRA o Brasil ou acaba tudo DILMA vez?

Só nos resta as piadas!
Atentados políticos que mudaram a história, Alpino via Yahoo! Colunistas

"Ao atentar contra a vida de um político, tendo êxito ou não, o indivíduo sabe que seu ato poderá alterar o curso da história."

(rsrs.)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

enlatada.




hoje. um dia em pó. assoprou passou.
pó. puramente pó. sem valor nenhum.
uma tarde sem eira nem beira, sem sentido.
pensei: por que acordei hoje?

em estado de formiga tudo passa.
eu não devia depender do tempo. às pressas tudo sai inaudível.
como é horrível ficar sem escutar o mundo.
e achar que ele não te ouve.

pela primeira vez percebi que o ouvido é peça chave pra nos compreendermos.
por isso que o mundo e nossas relações andam doentes.
falta ouvidos.
falta ouvir.

estou vivendo dentro de minha cabeça. e tudo está meio sem som.
tudo está meio em pó. sem vida. seco e vazio.

pra complemento: pó de guaraná.
brindando o dia.

sábado, 16 de outubro de 2010

fato.




prefiro não suportar incômodos.
eles que me suportem. minha cabeça não é forte o suficiente para carregar indolências.

não é de hoje que nascem flores entres os dedos dos meus pés e eu me admiro com isso.
tudo é tão inusitado, como não conseguir atravessar a rua a tempo e preder o horário.
ou atravessar atrasado e ter surpresas do outro lado.
qual.?
se não adianta, nada de mim, vindo de mim, sim... me surpreende.

nunca precisei de terapia, sempre entendi as coisas que sinto. verdade. a gente sabe realmente o que sente. vamos ser sinceros.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Melancia com passas.


Arrepende e passa.
no começo é só água.
em novo compasso.
passo.
em dias de contradição. o que falo, faço... não é o que penso.
como remoer arrependimentos? como?
o que enxergo já passou. por isso não posso agarrá-lo. mudar.

é fruta mordida de sabor dissonante.
é fruta de pura água.
melancia.

enxuga os lábios. e o gosto se foi.
eu almejo outra vida. e ela se vai todo dia. de mim se esvai.
envaidece no meu desejo.

como? como posso querer o que já se passou.
arrepender é a palavra mais feia que já me ocorreu.