domingo, 17 de janeiro de 2010

Até um bicho lida com o tempo!


Em tempo dos tempos...

O tempo transcende a própria matéria do concreto

Penetra na áurea do etéreo

Atinge a alma humana

Transborda de palavras até o tempo do sempre

Tempo... Que no sertão arcaico é tão misterioso

Que pro navegante sertanejo

É linguagem da terra

Tempo...

Pra José, pra Francisquinha

Pros Josés, pras Marias

Valdevinos divinos transcendentes

Ascendentes

Depositados no mundo

Sempre a margem, sempre a beira...

... dos sonhos, das esperas, das saudades...

Dos seus heróis (pais, avós...)

Sempre fazendo ausência

Pra eles, pra nós, pra mim

A morte e a vida

Pulsam feito vagalumes

Piscando na noite

Nos encontros o tempo é suspenso

A alegria é ali

Em mãos, abraços

Miligramas de palavras

Tempo...

Num salão a sombra de uma mangueira

Onde o real não pertence a realidade...

Vida!

Explode... engolindo auroras para festa não acabar...

Eruditos, vagabundos dionisíacos

Vocês... como a arte e o amor

São o desequilíbrio da vida!

( Guardamos cá um segredo, do lado esquerdo do peito, uma boa dosagem de uma delirante Vida Valdeviniana)

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