segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Há um lugar vazio.
Era como se... lançasse meu corpo ao desconhecido.
Ascendesse uma flor.
De uma cor que nem lembro qual é.
Talvez amarelo.
Aí, deita ao meu colo. O sopro de respiração arrepia minhas pernas.
Envolve e aquece de imediato os músculos, lacrimeja o olhar, ofega o corpo inteiro. Suor. Dilatador e febril.
O sol se põe.
Já não está mais amarelo meu coração. E tudo se repetiu, de igual forma.
Devorando alvoradas.
Mas onde havia calor, hoje é inverno.
Me entendo. Me visto. E ganho a rua... Olho pra minha esquerda e encaro o abismo.
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