quarta-feira, 17 de março de 2010
por que pra mim não pensar dói.
é engraçado, que antes de ter saudade
já estou com ela deitada, deleitada na sua angústia.
espero a menos uma despedida visual
até por que olhos não se despedem,
choram.
essa semana serei toda água.
mar.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
de cinzas
com raiva acordou engradecido com o suspiro que deu ontem.
afinal, raiva não é um sentimento ruim.
é desbravador.
até estourar-me as veias.
eu não publico suspiros, por que eles podem ser perigosos.
acordou engrandecido, mas com vontade de ser um feijão.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Para quem eu canto

percebo infinita cor de um querer
Leve e naturalmente bem querer...
Eles que me fitam e eu não sei
Se é brumoso esse teu olhar
Verdadeiro e súbito duvidoso
Faz até em mim lacrimejar
Agora é teu pulso que me fita
e chacoalha pra eu te olhar
Esses olhos que já são meus
São também vidros a me cortar
É gostoso ouvir a tua voz
quando ela insiste em me chamar
E eu insana e loucamente
Penso que é só meu esse teu cantar
Mas agora vejo um pouco torto
e começo a me acostumar
Esses olhos que eram só meus
Voam longe quando quero te amar
domingo, 17 de janeiro de 2010
Até um bicho lida com o tempo!
Em tempo dos tempos...
O tempo transcende a própria matéria do concreto
Penetra na áurea do etéreo
Atinge a alma humana
Transborda de palavras até o tempo do sempre
Tempo... Que no sertão arcaico é tão misterioso
Que pro navegante sertanejo
É linguagem da terra
Tempo...
Pra José, pra Francisquinha
Pros Josés, pras Marias
Valdevinos divinos transcendentes
Ascendentes
Depositados no mundo
Sempre a margem, sempre a beira...
... dos sonhos, das esperas, das saudades...
Dos seus heróis (pais, avós...)
Sempre fazendo ausência
Pra eles, pra nós, pra mim
A morte e a vida
Pulsam feito vagalumes
Piscando na noite
Nos encontros o tempo é suspenso
A alegria é ali
Em mãos, abraços
Miligramas de palavras
Tempo...
Num salão a sombra de uma mangueira
Onde o real não pertence a realidade...
Vida!
Explode... engolindo auroras para festa não acabar...
Eruditos, vagabundos dionisíacos
Vocês... como a arte e o amor
São o desequilíbrio da vida!
( Guardamos cá um segredo, do lado esquerdo do peito, uma boa dosagem de uma delirante Vida Valdeviniana)
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Harold and Maude/ Ensina-me a viver

Já faz algum tempo. Que eles me tocaram fundo na alma. Que eu os descobri. Mas todas vez que os vejo, que os assisto, parece que está sendo a primeira vez. Emocionalmente trava-me os dentes. Aperta bem profundamente aquele negociozinho no peito. Aperta.
Logo depois consegui quase impossivelmente aqui num sebo perto da minha casa a raridade magnífica deste livro. E eu claro, né? tomei posse... Meu livro. Meu.
E por quê me toca tanto? Por que eu amo amar. Por que eu escuto o amor. Por que são as pequenas coisas da vida que preenchem algo maior dentro de nós. E isso é grandioso. Explode dentro de mim. Não precisamos nos prender a coisas supérfluas que atrasam nossas relações humanas. Basta que deixemos acontecer. Como um percusso natural das coisas como tudo que há na Natureza. E o que realmente importa é aquilo que grita dentro da gente. Cabe a nós escutar...
